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O que as redes sociais estão fazendo para combater as fake news?

  • contatomedizaverda
  • 31 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de jun. de 2022

Todos sabemos que hoje em dia, as redes sociais são um terreno fértil para a disseminação de informações falsas, as famosas fake news. Após sofrer uma forte pressão vinda por parte da comunidade científica e da população em geral, algumas redes sociais estão implementando políticas de combate à essas desinformações, para tentar diminuir os questionamentos e os danos à imagem de suas respectivas marcas.

Theodor Adorno já dizia que não existe liberdade sem segurança, que até o lazer tem manipulação. Partindo dessa máxima podemos concluir que, quando há intenções escusas, também não há liberdade. Este caso se aplica ao recente ocorrido com o aplicativo Telegram. No início do ano de 2022, a Justiça Eleitoral estudou a suspensão da ferramenta, uma medida bastante drástica que só se aplica caso a empresa seja omissa na resposta de ordens judiciais.

Segundo a pesquisa de 2021, da Panorama Mobile Time/Opinion Boxm que pesquisa hábitos dos brasileiros no consumo de conteúdos e serviços móveis, cerca de 60% dos smartphones brasileiros tinham o Telegram instalado. O aplicativo WhatsApp, que está presente em 99% dos celulares brasileiros, é usado todos os dias por 86% deles. Esses aplicativos representam a principal forma de comunicação na atividade comercial de grande parte da população. Seria justo banir, sem aviso prévio, essa ferramenta de trabalho do cidadão? Seria isso uma forma de censura?

Em 2016, tivemos ainda o caso de uma suspensão judicial do aplicativo WhatsApp por 72h, por não cumprimento de ordem judicial em uma investigação sobre tráfico de drogas. Mas será que a suspensão do meio de comunicação entre as pessoas é a melhor alternativa para barrar a propagação de informações mentirosas?


Pensando em uma solução alternativa ao problema, o Twitter liberou em janeiro de 2021, após sofrer pressão de usuários, um “botão de denúncia”, para que os usuários possam denunciar fake news. À época, o Twitter apontou como mentirosa uma informação postada pelo Ministério da Saúde sobre o protocolo de tratamento precoce. A plataforma também aumentou o combate as "contas automatizadas", mais conhecidas como "bot´s", os famigerados robôs.

Já o Google, criou um braço voltado ao jornalismo, chamado Google Notícias, que realiza projetos de estímulo ao jornalismo de qualidade, como financiamento de projetos e cursos. Em março deste ano, a empresa anunciou a destinação de R$1,12 bilhão nessa frente. Além desta ferramenta, o Google também inseriu em sua plataforma, uma ferramenta chamada “avaliadores de qualidade”, com indicadores que são lidos para que a ferramenta de busca não disponibilize o conteúdo enganoso.

Por sua vez, o Facebook chegou a ser investigado pelo Congresso americano, devido ao escândalo dos vazamentos de dados de mais de 87 milhões de usuários da rede social e uma possível interferência nas eleições americanas. O presidente e dono da empresa, Mark Zuckerberg, teve de ir ao Congresso prestar depoimento sobre o caso.


Após esse episódio, o Facebook passou a anunciar uma série de medidas para reduzir a circulação dessas fake news em sua plataforma. A principal delas foi a realização de um acordo com agências de checagem de fatos do mundo inteiro para averiguar a veracidade das publicações. Aqui no Brasil, agências como Lupa, Aos Fatos e France Press são empresas parceiras no acordo.




 
 
 

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