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Qual a importância de falar sobre fake news em 2022?

  • contatomedizaverda
  • 26 de abr. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 13 de jun. de 2022

A propagação de fake news vem crescendo em todo o mundo. No Brasil, as eleições presidenciais de 2018 comprovaram que as pessoas apresentam facilidade em acreditar nas notícias que coadunam com seus pensamentos e ideologias, sem necessariamente terem qualquer preocupação com a veracidade das informações compartilhadas, principalmente através do Whatsapp e Telegram. É importante que a sociedade compreenda o papel do jornalista na apuração e checagem dos fatos, para que possam eleger governantes com base em informações verdadeiras.

É imprescindível falarmos - e admitirmos - a existência de uma grande quantidade de notícias falsas nas redes, o que pode afetar inclusive os resultados das eleições em 2022. Sobre esse assunto, Carlos Afonso Souza, professor da UERJ, em entrevista ao podcast Café da Manhã da Folha de São Paulo, afirmou que teremos um grande volume de mensagens e informações que requisitarão ações de moderação de conteúdo. Especialmente porque as eleições de 2022 apresentam novos elementos, como abrangentes ecossistemas de desinformação, conteúdos produzidos fora das redes sociais e distintas ferramentas de produção presentes dentro das próprias redes.

É inegável como as fake news podem prejudicar nossas vidas, sobretudo, quando as mentiras estão relacionadas à saúde e bem estar da população. Presenciamos isso no Brasil, pois desde o início da pandemia da COVID-19 circularam inúmeras informações incorretas.

Exemplo de fake news que circulou durante a pandemia:


Fonte: E-Farsas.


No início de 2020, circulou nas redes sociais uma foto que mostrava um caixão vazio sendo enterrado, para causar a impressão de que muitos óbitos causados pela Covid-19, eram invenções da mídia e que os dados em relação aos óbitos estavam sendo alterados a fim de gerar caos na população. Contudo, a informação não era verdadeira, realmente ocorreram alguns sepultamentos de caixões vazios, mas o fato ocorreu em 2017, em um golpe aplicado para conseguir seguro de vida na cidade de São Carlos/SP. A imagem que se compartilhava nas redes não tinha qualquer relação com a pandemia da Covid-19, esta que de fato vitimou milhares de pessoas em todo o país.


Link contendo a imagem citada:

https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/wp-content/uploads/2020/04/caixao-vazio-amazonas-covid-19.jpg


Além disso, diversos medicamentos e receitas milagrosas contra o coronavírus circularam nas redes, trazendo desinformação e confusão para todos. As manchetes eram variadas, desde óleo consagrado, gargarejo com sal e água morna, além é claro, das medicações sem eficácia comprovada. Uma verdadeira pandemia de desinformação fez com que muita gente desacreditasse na ciência, ignorando métodos de prevenção cientificamente comprovados, consequentemente, aumentando a lista de internamentos e óbitos.

No link a seguir, você encontra imagens do "Kit Covid-19", constituído de azitromicina, ivermectina, cloroquina e dipirona. Esses kits foram distribuídos nas cidades, sob aprovação das secretarias de saúde, apesar da eficácia de medicamentos como a cloroquina não terem sido comprovadas. Redes como o G1 fizeram matérias na época questionando tais ações e colocando em pauta as consequências desses medicamentos, se usados de forma indevida.

https://www.e-farsas.com/kit-covid-19-para-combater-o-novo-coronavirus-e-verdadeiro-ou-falso.html

Para agravar ainda mais a situação, conforme já afirmado pelo escritor americano Mark Twain: “uma mentira pode dar a volta ao mundo no mesmo tempo que a verdade leva para calçar seus sapatos”. Essa citação demonstra bem a facilidade e velocidade com que as mentiras são disseminadas, diferentemente das notícias verdadeiras. Nesse aspecto, a jornalista coautora do livro “Como não ser enganado pelas fake news”, afirma que temos uma facilidade de propagar a desinformação, dados mostram que notícias falsas têm 70% mais chances de serem propagadas do que notícias verdadeiras.

É inquestionável que desde que a humanidade iniciou o processo de comunicação, poderia já apresentar no ato de transmitir uma notícia alguma forma de desinformação, aumentando ou distorcendo os fatos, com o intuito de transmitir uma ideia, muitas vezes, não verdadeira, mas que se mostrava conveniente para o transmissor. Ao longo da história, alguns casos de fake news se tornaram conhecidos. Você acha que inventar mentiras sobre o opositor nas eleições é um fato novo?


Recentemente, nas eleições de 2018, o então candidato à presidência Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional mostrou o livro “Aparelho Sexual e Cia”, alegando que o livro era parte do chamado “kit gay”, que segundo o candidato era distribuído nas escolas durante governos de oposição. A afirmação era mentirosa, contudo, foi disseminada em rede nacional.








 
 
 

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